Fontana de Trevi – Roma - Italia
Fontana de Trevi – Roma - Italia

Muitas pessoas me perguntam porque eu escolho determinados lugares para viajar. Bem, como sou uma pessoa que gosta muito de cinema e música, normalmente minhas viagens começam deste “start”. Vou linkando as cidades em que eu vi tal filme e gostaria de passar por lá – Como é o caso de La Dolce Vitta e minha futura visita a Fontana de Trevi na Italia, ou o filme An Education que me inspira sempre a pensar em uma Paris diferente, não a Cidade Luz para turistas, mas para os intimos, e por isso tenho buscado indicações de lugares onde os parisienses gostam de ir e não onde os turistas querem estar.

An EducationMontar o roteiro de uma viagem está ligado também ao gosto peculiar e particular – ou até as por suas curiosidades. Há pessoas que desejam ver as praias do mundo, então montam seus roteiros baseados em que praias poderão visitar. E a busca pela variação também tem seu encantamento, pois propicia a sensação de conhecer mais aquilo que se gosta. Claro que o conhecimento do lugar propicia um melhor aproveitamento daquele determinado momento, há muitas informações nas entrelinhas.

Outras pessoas – os que gostam de Rock por exemplo, não vão querer perder a oportunidade de passar por exemplo por Abbey Road, onde os Beatles gravaram. E pensam até em que período viajar, caso seja possível pegar a turnê daquela banda que até hoje não esteve no Brasil.

Os motivos que levam alguém a visitar um lugar além de fortaleceram a busca para garantir que sua passagem seja inesquecível, tornam o lugar parte de nós e a sensação de que nossa alma também pertence aquele lugar fica mais evidente. E como disse no primeiro texto, nossa alma, muitas vezes enclausurada nas nossas rotinas do dia a dia, volta mais revigorada quando lembra que o mundo todo que a rodeia (mas não necessariamente está próximo) faz parte dela.

Recentemente uma grande amiga resolveu fazer um Mochilão pela Argentina, muito movida pelo meu mochilão. A resposta que recebi dela foi – Ah, é bonito, mas sei lá, não era nada mágico. Qual foi o problema deste roteiro? Ela havia escolhido o lugar por uma indicação de outra pessoa, sem se questionar se ela mesma queria estar lá. A situação não poderia ter sido diferente, porque aquele lugar ao qual ela visitava não fazia parte dos desejos internos da mesma. Ele era bonito, diferente, mas não a atraia. Logo em seguida conversamos bastante -e como sei que ela AMA vinho, perguntei como foram os passeios por Mendoza, na Argentina. Naquele momento vi os olhos dela brilharem! Ela havia se apaixonado por Mendoza, tanto que passou uma manhã toda buscando informações sobre vinhos antes de fazer as visitações, e que isso fez com que ela aproveitasse ainda mais os passeios! Bingo! Foi ai que ela mesma percebeu que só conseguiu descobrir o que queria da viagem bem próximo do final. O triste é que ela não podia apertar o botão voltar pra mudar tudo, porém ela aprendeu uma ótma lição.Ou seja, hoje quando ela montar um outro roteiro vai se lembrar dos momentos que se divertiu mais, e com certeza esses momentos estarão ligados ao gosto pessoal que ela tem.

Não há arrependimentos óbviamente em uma viagem, mesmo neste caso, mas nada mais inspirador do que ligar a “fome com a vontade de comer”. Por isso se for procurar fazer uma viagem diferente, ligue suas “visitas” ao seu gosto pessoal, procure ir a lugares que te inspiram ou que te deixam curioso (a)

E já que estamos falando de gostos, queria saber como seria o roteiro de vocês. Se hoje você tivesse o dinheiro necessário para ir viajar, para onde iria? E porque?

Cinque Terre – Italia
Cinque Terre – Italia

 

 

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